vazio


O vento passa avisando que vem, com sons e fitas que se movem, penduradas no alto. O chão que se faz em ondas que a gente sente sem sapatos, é liso e por isso a água, que também veio parar aqui dentro, forma ora pequenas poças, outras grandes. Elas correm, começam tremendo e logo não dão conta do convite do vento que chama pra dançar. Juntam-se, se separam, e às vezes uma se enrosca na outra, formando linhas rastejantes, seguindo o fluxo natural da física, indo, indo, indo, até que alguém as pare. O sol vem e vai pintando de dourado o espaço em branco. Mas o espaço é vazio. Não há nada a não ser o ar. Daí, então você pode fazer a mesma coisa na sua rua, no prédio ou no seu jardim! 💛 {que a gente olhe para mais lugares de contemplação viva. Teshima é uma vilinha rural dentro de uma ilha com espaços de arte onde a gente pode bicicletar nas paisagens nostálgicas. O museu que leva o nome da ilha é uma grande oval em branco, com tetos vazados dando a chance da natureza se colocar pra contemplação em relação direta, mas vagarosa, com os humanos.} Passaria muitas horas aí.

(Essa imagem não é minha, não era permitido tirar fotos lá. O Google não me deu os créditos :/)

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