Para viver (o) bem


Ouça a música que eu escolhi pra você.

Hoje eu peguei um avião. Sempre que eu viajo, penso que aquelas podem ser minhas últimas horas de vida. - Não fica triste. Meu pensamento tá longe de ser mórbido ou triste, é só uma reflexão sobre a vida em geral. :) Tá tudo bem! - Me pergunto, "O que eu gostaria de ter feito, caso acontecesse de verdade?"

Pensando sobre isso, lembrei de um TED que assisti sobre um projeto que falava disso, a pergunta era "Antes de morrer, eu...". A idealizadora propunha essa pergunta em lugares públicos e falava sobre abrir esses espaços na nossa sociedade, de maneiras criativas e simples, na rua, pra todo mundo de diversos universos poderem participar.

Revi o vídeo e isso me tocou tanto que vou transcrever uma boa parte da fala aqui: “As pessoas à nossa volta podem, de muitas formas, ajudar a melhorar nossas vidas. Não temos contato com todos os vizinhos, e assim muita sabedoria não é repassada, ainda que dividamos os mesmos espaços públicos. (...) Trata-se de saber que não estamos sós. Trata-se de compreender nossos vizinhos de um jeito novo e esclarecedor. Trata-se de abrir espaço à reflexão e à contemplação, lembrando o que realmente nos importa à medida em que crescemos e mudamos. (...) Juntos, demonstramos o poder de nossos espaços públicos ao termos oportunidade de nos expressar e compartilhar mais. Duas das coisas mais valiosas que temos são o tempo e nossas relações com as pessoas. Nessa era de crescentes distrações, é fundamental encontrar meios de manter o foco e lembrar que a vida é breve e frágil. Somos sempre desencorajados a falar, ou mesmo a pensar, sobre a morte, mas compreendi que a preparação para a morte é uma das coisas que mais podem nos fortalecer. Traz clareza à nossa vida. Esses espaços podem retratar melhor o que nos importa como indivíduos e comunidade, e ao compartilharmos nossas esperanças, medos e histórias, as pessoas à nossa volta podem não só nos ajudar a melhorar lugares, podem nos ajudar a melhorar nossas vidas.” E aí eu que eu fiquei pensando, que se a gente tivesse mais dessas iniciativas nas nossas ruas, teríamos lugares mais acolhedores, reflexivos, inspiradores, coloridos, sociáveis e possíveis de trocas ricas e gostosas, você não acha não? Eu estou começando o AAH!, vem ver aqui.

(E se você ficou com vontade de saber, o que eu quero fazer antes de morrer: quero inspirar e ser inspirada por pessoas incríveis, sempre.) Um beijo e que a inspiração transpire, Sil

Ps: o TED é esse aqui, com a Candy Chang, e a imagem que ilustra esse texto é do site dela, esse.

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