liberdade


Experimentei andar como elas. Delicado e sutil, o passo curto desafiou minha paciência. Tecidos, tintas e pós: camadas de uma beleza desejada, que talvez não fosse a sua. Carregando escondidas por dentro tantas outras, sem o menor espaço de chegar à superfície. Vestidas por outras pessoas, faz-se ritual e tradição. A dependência é status social. A trama mantém a coluna obrigatoriamente ereta, eu quase achei natural. Sentar é um exercício, e comer uma porção menor do que de costume, também. Enlaçada, os símbolos supostamente contam também sobre outras camadas e níveis sociais, sem eu mesma desejar dizer. Incrível por fora, o laço encanta e lança a amarra por dentro. A liberdade é sedutora, mas a falta dela também. Isso não é sobre uma cultura específica. Isso é sobre todas nós.

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