A coragem de olhar


(Leia esse texto ouvindo essa música.)

Tem uns dias (meses e até anos) que a gente deixa uma nuvem ficar sob nossos olhos, pairando, só pra não ver o que está ali.

Quando a gente resolve assoprar a nuvem pra fora, dá vontade de deixar ela voltar pra continuar não enxergando certas coisas. (“Vem, continua aqui. Tá quentinho e confortável!”). Mas nuvem dissipa no ar e uma vez que ela se vai, não volta. A gente pode até tentar fechar os olhos, mas o peito vem dizer que dói, por que não tem as pálpebras pra se fechar.

É ele, então, que abre caminhos para a coragem poder passar pelos olhos.

Com a coragem a gente pode olhar, com cuidado e calma: primeiro um olho, depois o outro, pra perceber que nem é tão ruim assim, como parecia.

É aí que a gente ganha força. E a coragem cria raíz.

O olhos então devolvem a coragem que emprestaram do peito, com muito mais força. Com olhos e peito alinhados à coragem e força, chega o momento de libertar os pés pra poder ir frente de verdade, caminhando com leveza até sermos capazes de voar.

Imagem: David & Mirtille

*** Esse texto foi escrito originalmente para a QuintaLeve. Toda quinta, eu escrevo textos sobre a vida, as novidades do meu trabalho, insights e inspiracões. É a Quintaleve, de quintal, de leveza, de afeto. Cadastre-se e receba: www.silviastrass.com ***

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