A dor e a cor


(Leia esse texto ouvindo essa música.)

Semana passada eu assisti “Divertida Mente”. Eu que já adoro desenho animado, gostei mais ainda das pitadas mais profundas do filme sobre os sentimentos mais complexos e de como a mente opera.

Coincidentemente (ou não), a palavra do “Disse o Nário”* de hoje traz essa complexidade de sentimentos que algumas vezes andam juntos: a cor e a dor, a felicidade e a alegria. No filme, a alegria é líder e a tristeza é sempre colocada de lado. Aos poucos, ela também mostra suas qualidades e importância.

A dor muitas vezes é o sinal do limite, ela gera a força necessária para mudança. Sem a dor a gente não muda. É preciso dela pra sairmos da ilusão do lugar confortável, para pensar fora da caixa, sair da zona de conforto e então encontrar cores novas. É preciso fazer algo que você nunca fez para encontrar algo novo. E muitas vezes isso é dolorido.

É como um nascimento, onde dois seres passam por muitas transformações para então serem mãe e filho, e juntos, colorirem o mundo. Por que caminho se faz caminhando.

O medo do que pode acontecer te deixa parado. Se você já se sentiu assim, hoje eu te convido a mover um pé. Sim, você vai encontrar a dor, mas te garanto que seu mundo também vai ficar mais colorido.

(*Pra quem não sabe: o “Disse o Nário” é um guia lúdico, e um tanto quanto maluco, de palavras e seus significados. É uma brincadeira com palavras, rindo do contexto e dos significados que a gente acredita, olhando para o que tem dentro dela, e fora.)

*** Esse texto foi escrito originalmente para a QuintaLeve. Toda quinta, eu escrevo textos sobre a vida, as novidades do meu trabalho, insights e inspiracões. É a Quintaleve, de quintal, de leveza, de afeto. Cadastre-se e receba: www.silviastrass.com ***

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