PRÍNCIPE ENCANTADO URBANO


O Diogo me procurou por que encontrou seu príncipe encantado e tinham decidido se casar. Em janeiro eles fariam aniversário e queria presenteá-lo de forma bem especial. Começamos a desenvolver idéias especiais pra essa data.

Ele me contou toda história deles desde o comecinho. (E pausa: esses dias que eu tenho a oportunidade de ouvir histórias de amor são sempre os dias mais inspirados! Obrigada, Diogo!) Ele me disse que a paixão foi à primeira vista, quando o tão esperado príncipe chegava de bicicleta. A conexão foi aquela arrebatadora em que os assuntos são infinitos, a conversa é leve e o corpo estremece.

E meu plim chegou ai: todo príncipe precisa de uma coroa, não? Cadê a coroa dele, minha gente? Se esse príncipe moderno tinha uma bicicleta ao invés de cavalo, a caroa deveria ser o capacete!

Assim, a gente desenvolveu um capacete ilustrado com um dos poemas preferidos deles: “As sem razões do amor” de Carlos Drummond de Andrade.

Foi lindo participar da história deles, e mais ainda, de ter a oportunidade de presenciar a entrega do presente.

O amor preencheu e transbordou o ambiente e os corações. O amor venceu.

“As sem razões do amor”

Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo. Não precisas ser amante, E nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça E com amor não se paga.

Amor é dado de graça É semeado no vento, Na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo Bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, Não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte, E da morte vencedor, Por mais que o matem (e matam) A cada instante de amor.

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